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Manejo Integrado de Pragas, safra 2013/14 em Lucas do Rio Verde e Tapurah

O manejo integrado de pragas (MIP) é de fato a ferramenta mais importante na agricultura, através do mesmo conseguimos manter a sanidade das culturas do início ao final do ciclo explorando assim o seu potencial produtivo. ‘‘O MIP utiliza todas as técnicas apropriadas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém a população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico’’. (EMBRAPA 2006).
Através do acompanhamento realizado pelos profissionais da área técnica da Agrofértil, podemos perceber mudanças importantes no manejo de pragas da safra 2013/14, que ainda esta em andamento. O aparecimento da lagarta Helicoverpa
armigera foi a principal mudança comparada aos anos anteriores, pois se trata de uma praga exótica de difícil identificação e controle que vem causando grandes danos econômicos em várias regiões do Brasil. Pode-se classificar a Helicoverpa como uma praga de grande importância econômica pois, alimenta-se por um grande número de plantas hospedeiras, suas características físicas são muito parecidas com a lagarta da espiga e a lagarta
da maçã tornando muito difícil sua identificação, em estágio avançado demonstra resistência a inseticidas e não existe produto no Brasil com registro específico para seu controle.
As primeiras áreas de plantio de Lucas do Rio Verde e região foram áreas irrigadas por pivô central, estas apresentaram grande pressão inicial de lagartas desfolhadoras, entre elas a lagarta da soja, lagarta da maçã, falsa medideira e possivelmente Helicoverpa Armigera. O controle foi eficaz, porém as doses de produtos aplicados foram maiores e os produtores foram obrigados a aplicar mais vezes em um menor intervalo de tempo. Nas áreas plantadas posteriormente a pressão de lagartas foi menor e um dos fatores que também contribuiu foi que a umidade relativa do ar
aumentou melhorando o controle e dificultando a disseminação da praga.
A orientação técnica foi extremamente importante uma vez que ajudou os produtores a se prevenirem controlando as lagartas em seus primeiros instares larvais. Através do correto posicionamento de inseticidas e do monitoramento realizado por técnicos qualificados foi possível manter a população das lagartas em níveis incapazes de causar dano econômico ao protutor rural.
Por conta do surto de Helicoverpa na Bahia em 2012 os produtores de todo o Brasil se preocuparam em garantir um número maior de aplicação de inseticidas, chegando ao ponto que empresas químicas não conseguiram suprir tamanha procura. Os produtos usados até então no Brasil surtiram bom efeito no controle das lagartas, porém em doses maiores as usadas em safras anteriores. O Benzoato de Emamectina que é o produto específico para Helicoverpa ainda não tem liberação no Brasil, pois se trata de um produto pouco seletivo que pode causar desequilíbrio ambiental e por isso o ministério da agricultura resiste em ceder sua liberação.

Tabela de inseticidas utilizados nas áreas acompanhadas pela Agrofértil em Lucas
do Rio Verde e Tapurah

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As áreas monitoradas estão com 99% dos casos livre de infestação de lagartas desfolhadoras, isso somente se tornou possível através da ajuda mutua entre assistência técnica e produtores rurais. O surto que aconteceu em 2012 da lagarta Helicoverpa Armigera, fez com que os agricultores tomassem devidas precauções, uma delas foi iniciada na dessecação de pré-plantio, onde se utilizou produtos mais fortes e também fisiológicos, tudo isso para que fosse mantido um controle da população de lagartas, impedindo-as de atingir a fase adulta.
O manejo integrado de pragas deve ser aplicado durante todo período em que a cultura estiver no campo. O cuidado deve ser mantido para não corrermos riscos, pois os custos são elevados e as pragas se disseminam com muita facilidade, por isso ainda é cedo para ‘‘cantar vitória’’ pois a caminhada é longa para atingirmos o objetivo final que é uma colheita com alta produtividade.
Autor: Carlos Eduardo Barrozo
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